Delecampio José Menassa

Informação

Este artigo foi publicado em 12/02/2009 e está arquivado em Igreja.

Pesquisa sobre Salmos

 

 

Salmos por: Padre Maury Moreira.

Aspectos Gerais.

 

1.      A imitando do Pentateuco, os Salmos são formados por um agrupamento de cinco livros, assim distribuídos: SI. 1-41 / 42-72/ 73- 89 /90-106 / 107 a Deus.

2.      Ao serem traduzidos para o grego, dois Salmos foram divididos no meio e outros quatros foram reunidos dois a dois, criando uma numeração diferente, quase sempre uma unidade atrás do original. A correspondência das duas numerações é visual logo abaixo:

 

GÊNERO

 

Os Salmos são diálogos elaborados em poesias.

 

Do Povo de Deus do Antigo Testamento com Aquele que é seu libertador, Refúgio e Proteção. Neles a alma Israelita exprime seus sentimentos de Louvor, Adoração, confiança, Súplica, Aflição, Angústia, Arrependimento e até mesmo a Ira e a Imprecatórios. É por isto que podemos separar os Salmos em determinadas categorias. Mas nem sempre o pensamento do autor segue um caminho único: muitas das vezes um mesmo Salmo os sentimentos e as formas, se sucedem, dificultando uma classificação precisa. Podemos, no entanto considerar o mesmo como aproximativo analise o quadro seguinte:

 

 

 

 

 

   HINOS

 

Louvam a majestade de Deus manifestada na natureza e na História de Israel dentro desta classe, se destacam grupos menores.

  • Os Salmos do Reino, que proclamam a realeza de Deus sobre toda a terá.
  • Os Salmos de Sião, que exaltam Jerusalém e seu Templo.
  • Os Salmos de Aleluia, 113-118, que Cantam sobretudo na Páscoa

 

 

                     

 

 

 

 

SÚPLICAS

 

Descreve para Deus os males, pedindo salvação. Conforme as necessidades ou se trata de um mal que aflige o individuo ou a nação, este se distingue em súplicas coletivas ou individuais. Nesta categoria se encontra os Salmos de orientação para os dias de jejum e penitencia, e ainda sete Salmos chamados “penitenciais” desde S. Agostinho 6; 32; 51; 1; 02; 130; 145 esgrimem a consciência de pecado, com um pedido de perdão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

HEBRAÍCO                                  GREGO

     

      1-8                                               1-8

     9-10                                                9

   11-113                                         10-112

  114-115                                           113

     116                                            114-115

  117-146                                       116-147

  148-150                                       148-150

 

 

AÇÃO DE GRAÇAS.

 

Agradecem a Deus pela salvação obtida; são também subdivididos em coletivo e individual.

 

SAPIENCIAS

 

Meditam sobre a Lei, e ensinam como seguir, os caminhos de Deus. Alguns destes

37; 49; 73 refletem sobre o problema da pessoa que sofre sem ter cometido pecado. O SI. 119 é uma longa meditação sobre a Palavra de Deus, nele cada grupo de 8 versículos começa com a mesma letra.

 

LITÚRGICOS HISTÓRICOS

Rezam a Deus com os fatos da vida e do passado do Povo de Deus. Deles tiram as lições para vida; 78; 105; 106.

 

 

IMPORTÂNCIA DOS SALMOS NA VIDA DO HOMEM HOJE.

 

Não foi sem motivo que a reforma litúrgica prescrita pelo C. Vat. II deu lugar de destaque aos Salmos, p.ex. Introduzindo na Missa o Salmo de Meditação entre as Leituras. Eles contêm em si toda a Bíblia como disse S. Tomás de Aquino. Repetem em forma de oração o que os outros livros inspirados expõem narrando ou exortando. Falam da criação, da historia dos patriarcas, do êxodo, da conquista da palestina, do cativeiro da Babilônia e da espera do Messias. No Antigo Testamento os Salmos são citados mais de 100 vezes, Jesus na cruz rezou o Salmo 22, cujo começo tem em

Mc. 15,34 e Mt 27,46 e morreu pronunciando o v 6 do Salmo 31. Certos texto como

SL 110,1 (“Oráculo do Senhor ao meu Senhor: senta-se à minha direita”) e SI 118,22 (“a pedra que os pedreiros rejeitaram ficou sendo a pedra principal”) serviram de fundamentação bíblicas para a pregação dos Apóstolos. Pelo fato de serem inspirados, os Salmos fazem parte daquela linguagem sublime com que o próprio Espírito Santo intercede por nós, como escreveu S. Paulo em Rm 8.26. Por isso, a Igreja fez dos Salmos o núcleo de sua oração oficial, com qual se santificam os diversos momentos do dia, a assim chamada “Liturgia das Horas”.

“O saltério é o livro de oração dos antigos judeus ele se tomou o livro do elevo espiritual (encontramos lamentações, cânticos penitenciais, poemas didáticos e súplicas ardentes, etc) São atribuídos a Davi 74 salmos, 10 aos filhos de Core, 8 a Asaf,” 2 a Salomão, Hermão, Etão e Moisés. Os três gêneros literários mais importantes são: os hinos (tem uma composição bastante uniforme, começa com uma exortação ao louvor a Deus) ; as lamentações (não cantam a glória de Deus, mas se dirige a ele – 12; 44; 60; 3,5-7); e  ação de graças (muitas das vezes o homem vê-se inclinado para as coisas terrenas e mal consegue rezar) “Não sabemos o que devemos pedi, nem rezar, como convém (Rm8,26). O saltério é, na verdade, o livro de oração da igreja e da alma cristã. Os autores bíblicos não hesitam em recolher poemas de outros lugares, da liturgia, da mesopotâmia, dos egípcios, da assíria, helenística e de outras tradições dentro da tradição bíblica.

    O saltério é um livro de oração dos antigos judeus, assim como para os cristãos. Na literatura da ambigüidade o caráter religioso dos salmos salienta-se pela sua incomparável profundidade a respeito à majestade divina; gratidão pela misericórdia infinita e pelo perdão de Deus; absoluta confiança na Providência, penitência e a contrição, tristeza, e temor dos perigos que os cercam, paz, consolação, obediência, alegria e esperança.

O saltério é, em verdade, o livro de oração da Igreja e da alma cristã.

 

O Egito, Mesopotâmia, Canaã, Israel, era berço onde se cultivava a poesia lírica. Alguns se e encontram no cântico de Moisés (ExI5); cântico do Poço (Nm 21,17-18); hino da Vitória de Débora (Jz 5); elegia (poema lírico cujo tom é quase sempre termo triste) de Davi sobre Jônatas conferir II Sm1) Judas e Simão Macabeus (I Mc 3,3-9; 14,4-13) Novo testamento, Magnificat Leia, 46-55; Benedictus Lc 1,86-79; Nun Dimitís (Os livros “justos” 10,13; JJ Sm 1,18). Entretanto os salmos são verdadeiros tesouros líricos religiosos de Israel que foram conservados nos salmos.

 

Composição dos hinos começa com louvor a Deus, corpo do hino descreve o motivo do louvor , prodígio realizado por Deus. Os salmos de súplica não contam a glória de Deus, mas dirige-se a Ele. Acompanha um pedido de socorro, numa tentativa de comover a Deus ao descrever a situação vivenciada. Os salmos foram às preces do AT. Seu conteúdo religioso ultrapassa os limites meramente humanos. Igreja católica fez deles, sem alteração sua prece oficial. As esperanças contadas pêlos salmistas se realizam, e o próprio messias os utiliza.

 

Saltério estabelece uma espécie de topologia (Tratado da colocação ou disposição de certas espécies de palavras) destes cânticos. São composições de caráter de hino, outros são preces, outros didáticos.

Há cânticos que invoca Deus “das profundezas” e o homem sente-se mergulhado e perdido dentro de uma realidade, que ofusca sua vida e sua fé, impedindo-o de uma proximidade com o criador. Nas mais variadas situações o homem vê sua pequenez e procura Deus. Invocando o perdão divino. O poeta encoraja todos a esperarem no Senhor, por que Ele é a caridade e Ele redimirá a todas as suas culpas. O homem que fica aprisionado em seu mundo pecaminoso encontra sua liberdade no Deus da esperança.

 

Os salmos, em sua variedade, são como os galhos de uma árvore frondosa. Todos nascem do mesmo tronco. O tronco é a invocação do Nome que pode ter estes sentidos, misturados entre si em infinitas combinações nos 150 Salmos apresentados. Refletem as situações religiosas daqueles tempos, nos falam da fé, da alegria, do medo, da confiança, do louvor ,do arrependimento… Os salmos foram elaborados para serem rezados pela comunidade reunida, estes ao serem rezados não podem ficar desvinculados de nossa realidade celebrativa.

A misericórdia de Deus é sempre lembrada. .

São 150 cânticos religiosos. Escritos em hebraico. Também conhecidos como “Livros dos Louvores” ou “louvores / hinos” (tehillim), a palavra salmo vem do grego para salmos, que traduz do hebraico mizmor (canto) )”. Saltério estabelece uma espécie de tipologia destes cânticos. São composições de caráter de hino, outro são preces, outros didáticos. Há cânticos que invoca Deus “das profundezas” e o homem sente-se mergulhado e perdido dentro de uma realidade que ofusca sua fé, impedindo-o de uma proximidade com o criador . Nas mais variadas situações o homem vê sua pequenez e procura Deus. Invocando o perdão divino. O poeta encoraja todos a esperarem no Senhor, por que Ele é a caridade e Ele redimirá a todas as suas culpas. O homem que fica aprisionado em seu mundo pecaminoso encontra sua liberdade no Deus da esperança.

Os Salmos nos apresentam os homens que respondem positivamente ao amor de Deus. Os pobres sempre são os mais lembrados. É só observarmos a terminologia das palavras como: ANI (aparece 75 vezes; 27 só nos salmos), este é o curvado que vive sempre sobre pressão, o dependente, oprimido, humilhado, miserável, aflito. Por causa da situação em que vive não consegue levantar a cabeça. ANAW (aparece 20 vezes; 11 vezes só nos salmos) é o pequeno, o humilde, que se reconhece pequeno diante de Deus. Indica mais uma situação de inferioridade. DAL (aparece 48 vezes ; 5 vezes nos salmos) é o que se toma reduzido, insignificante, fraco, deprimido, magro, pequeno, pobre. Indica uma situação geral de marginalização por não ter valor. EBYOON (aparece 61 vezes; 23 vezes nos salmo) é o carente necessitado, indigente, oprimido, pobre, pessoa de situação de petição diante do outros, é mendigo. Diante de Deus surge como pecador.

RASH (aparece 24 vezes; apenas 2 vezes nos salmos) aparece freqüentemente no provérbios, tem sentido de neutralidade.

Os salmos falam do mal físico, a derrota, a doença é apresentada como conseqüência do pecado. Os salmos falam pouco da vida depois da morte.

 

YHWH = Ele está conosco! (grito de louvor que descobre e celebram a presença de Deus == SI 46,4. 8.12).

 

YHWH = Ele esteve conosco! (grito de ação de graças depois da experiência libertadora = SI 34,5; 105,1-5;107,1-3)

 

YHWH = Ele estará conosco! (grito de esperança, na certeza de ser libertado == SI 72,17; 16,811 ) .

 

YHWH = Ele está ou não está conosco? (grito de dúvida e de socorro da fé em crise SI 3,3; 42,4; 22,2-3)

 

YHWH = Ele esteja conosco! (grito de dor, pedindo socorro, certo de ser atendido == SI 6,4-5; 77,8-13)

 

YHWH = = Ele está no meio de nós vivos aqui! (grito de compromisso, nascido da vontade de ser fiel == SI 115,26; 101,1-8)

 

YHWH = Possamos estar contigo! (grito de desejo de estar sempre com Deus == SL 23,6)

 

 

 

Os Salmos nos fazem apalpar com a mão a nostalgia de Deus “como o veado sequioso das torrentes de água, assim a minha alma tem sede de Deus”. “Quando virei a contemplar a face de Deus?”. O poeta sofre quando os que ignoram Deus lhe indagam: onde está Deus? .

Os salmos são também orações privilegiadas da comunidade cristã o livro dos salmos é um repertorio que fornece textos para diversas ocasiões e para diversos níveis; sua leitura pode interessar, mas somente rezados é que serão realmente compreendidos.

 

Primeiro livro (1-41), seus títulos são dedicados a Davi e se distingue pelo freqüente nome e Yahweh.

Segundo livro (42-72) aos filhos de Core (42-49), e a Davi (51-65.68-70). Neste livro predomina nome Elohim provavelmente uma compilação para o tabernáculo e serviços religiosos no Templo.

Terceiro livro (73-89) salmos de. Asafe (73-83); e aos filhos de Core (84-88).

Quarto livro (90-106), primeiro atribuído a Moisés, dois a Davi (101-103) os restantes são anônimos Yahweh é o nome que prevalece.

Quintos livros (107-150) são litúrgicos incluindo os salmos de aleluia a Yahweh.

 

                             1 – PSICOSICOLOGIA DOS SALMOS.

Os Salmos naturais – Para os hebreus a criação do mundo testifica a glória de Deus que o formou, 1-5; 29; 65,9-13; 104; 147,8-18).

 

Deus nos céus – É grandioso e glorio o artista que elaborou a formação do céu (9)

 

Deus da Tempestade – A ciência moderna encontra respostas para os fenômenos. Porém, para os hebreus a tempestade era um instrumento de comunicação de seu Deus (29).

 

Deus na terra – Na primavera a fantasia de um jovem pode torna-se amor; o escritor aproveitava esta estação para levar seu pensamento a Deus. Chuvas era uma benção (65,913)

 

Deus ao homem – Deus fez o homem à coroa de Sua criação e apenas inferior a Deus (8).

 

Salmos indicadores – Salmos que caracterizam os homens que louvam e agradam a Deus (1;15121150;75;82; 101; 127; 128; 131; 133).

 

Salmos penitentes – Estão profundamente ligados à consciência do pecado humano. Penitente lamenta suas próprias quedas (32,5).

 

Salmos concernentes e palavra de Deus – Salmista tem um profundo conhecimento do Deus que se comunica com sua criatura, e que fala com o mesmo. A obra da Palavra de Deus é incalculável. As escrituras nunca podem ser compreendidas pela sabedoria humana; é preciso que Deus abra os olhos do homem que vê, mas não compreende (26; 73; 84; 100; 122).

 

Salmos de adoração – São ricos no ensino da oração. O homem moderno não aprecia esta atmosfera. Os hebreus são devotos. O templo tornou-se o lugar privilegiado para a oração, pois já estava preparado para a adoração e o culto. O homem religioso na oração sente Deus mais preto de si em todos os momentos de sua vida (26; 73; 100; 116; 122).

 

 

Salmo de sofrimento – Esta lista poderia ser maior. Revela o sofrimento dos santos. O sofrimento é apresentado com figura de linguagem imaginável. As causas do sofrimento são quatro: angustia mental; doença física; perseguição; pecado (37; 42; 49; 77; 90; 109; 137);

 

Salmos de segurança – É o resultado das expressões de otimismo quando os homens passam pelas amarguras e tristezas. A pesar de tudo sentem que a mãos de Deus está lhe protegendo e os guia ,sente-se protegido pelo Senhor. (3; 4; 11; 16; 20; 23; 27; 31; 36; 46; 52; 57; 51; 62; 63; 85;91 108; 121; 125; 126)

 

Salmos de louvor – O salmista compensava suas queixas com louvores (encontramos 38 salmos) seu caráter dispensa comentários. (87; 102; 107; 114; 139; 150)

 

Salmos imprecatórios – Estes salmos contem pedidos que enfatizem o fato dos ímpios causadores de aflição para o orante,  o desejo de justiça é estimulado pela espera hostil, despeito e desejo de vingança (SI 69,22-28; 109,6-19; 137,7-9)

 

Salmos penitenciais – Lamentam suas próprias culpas e seus sofrimentos (32,5). O mal é uma falta contra lahweh. Somente um coração contrito (51,5.7-9.16-17), pode esperar uma vida duradoura

 

Salmos de vingança – Os autores dos salmos vingativos de Israel. A ira humana teve oportunidade de ser experimentada por suas próprias culpas, vive da misericórdia de Deus.

 

Salmos Messiânicos  -São muito difíceis de serem interpretados. Temos que verificar qual messianismo o autor está se referindo.

A –  Messias como rei (SI 2; 20; 31; 45; 72; 110). Muitas das vezes aparecem como rei temporário. Ou (72) um rei que todos vão temer ao longo das gerações até as eternidades da terra. E “seu nome permanecera eternamente… e os homens serão abençoados n’Ele”. O salmo 110 é mais messiânico em sua referencia primária. Focaliza um povo santo, sacerdotal com vigor e qualidades como um jovem em sua vitalidade.

B – Messias como sofredor (SI 22; 31,5; 69,7-9.21). Todas as passagens se referem às experiências de Jesus na cruz (22). Se a cruz não houvesse acontecido, certamente, o SL 22 teria sido esquecido. Quando Jesus sofreu e morreu, o mundo soube que tudo estava no eterno plano de Deus.

 

                               2 – A TEOI.OGIA DOS SALMOS.

 

O conjunto de reflexão teológica dos salmistas não se distingue da reflexão dos sacerdotes, dos profetas, dos sábios e dos historiadores. A teologia dos salmos é, pois, a teologia comum; mas a abordagem dessa teologia nos salmos nos permite vê-los em sua particularidade.

Estudar a teologia dos salmos é fazer o que os arqueólogos faziam. Necessitamos escavar uma vala, examinar os diversos estratos de ocupação da história contada, que surge como camadas sucessivas de reflexões que se acumulam no decorrer dos séculos. Segundo E. Beaucamp: questiona-se: o saltério não tem rosto próprio dentro da literatura bíblica? Considerando-se que o saltério tem uma profunda realidade (mensagem) entre Deus e os homens. Muitas e muitas vezes Deus nos parece muito perto: “sentando-se nos céus (2,4) sentando-se nos querubins (80,2; cavalgando nas nuvens (68,5.34; 104,3); fazendo o céu e a terra (115,115; 121,2; 124,8 134, b, 146,6a); habitando em Jerusalém (135,21); realizando maravilhas (72,18; 74,12; 77,15;

86,1 ); dando o pão todos (136,25); saciando todo ser vivo (145,15s); aplacando o tumulto dos povos (65,8); mantendo para sempre a verdade (146,6). libertando o pobre, indigente, protegendo os simples (35,1 ; 116,6); Javé guarda todos os que o ama (145,20); etc.

 

                                      3 – SALTÉRIO DOS CRISTÃOS.

 

Assim como os judeus faziam, os cristãos também lêem e cantam os salmos. Os cristãos lêem os salmos referindo-se a Jesus Cristo. Vêem-nos mesmos a “própria oração de Cristo”. Os cristãos afirmam que a “Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos” foram escritos em função de Jesus (Lc 4,44). A importância dada ao saltério testemunha a convicção da Igreja, tão bem expressa pêlos Padres, principalmente por Santo Agostinho, de que os calmos são a voz de Cristo e de seu corpo místico, oração do Senhor a seu pai e a oração do povo de Deus ao seu Senhor.

 

Os salmos são usados com freqüência pelo Novo Testamento; às vezes são citados

textualmente: Mt 21,16. 42; 22,44 leia Lc 24,44-46. A leitura cristológica dos salmos nos faz compreender e nos explicam algumas atitudes de Jesus que nos remonta a história da Igreja.

Outras citações: SI 6,9 em Mt 7,23 · 8 7 em Mt 22,44; 62,13 em Mt 16,27 ; 65,8s em Lc 21,25 ; 91,1 em lc 10,19; 107,3 em Mt 8,11 ; 119,176 em Mt 18,12; 126,5s emMt5,4; 137,9 em lc 19,44 ; 2,7 m At. 13,33; 518,5-7 encontramos referência em: Hb 2.6-8 ;

I Cor 15,27 ; E.f I. 22 ; FI. 3,21 ; I Pd 3,22 nestas citações é possível descobrir suas origens.

 

O Salmo 110. I é o mais frequentemente citado na ilustração do mistério da ressurreição de Jesus e de sua exaltação, fornece um excelente exemplo dessa leitura cristológica.

 

O SI 118,22s aponta o triunfo do mistério cristão. Paulo cita o salmo 69 (Rjn 15,3) várias vezes.

 

Salmo 22 é considerado como uma fonte de reflexão relativa à paixão de. Jesus e ao seu triunfo, salmo 34 faz meditar sobre a libertação que Deus concede aos seus fiéis (r Pd 2,3; 3,1012).

Todo salmo/118 faz referência aos sofrimentos e à rejeição de Cristo, seguida de sua ressurreição e de.sua exaltação gloriosa (w 23s) I

 

O salmo 16,10 é “o exemplo mais explícito” da exegese dos salmos pelo autor dos Atos (2,25+31). Santo Agostinho é a testemunha mais celebre da exegese cristológica dos salmos.

 

Pode-se identificar uma família particular de salmos mediante a aplicação de três critérios I – uma idêntica situação concreta; 2 – um campo comum de conceitos e sentimentos; 3- uma forma literária semelhante, com o mesmo estilo e a mesma estrutura. Notamos, contudo que nem todos os salmos têm uma origem litúrgica ou no culto. Muitos têm seu fundamento

 

                                                  MUDANÇA.

   A diferença na numeração dos salmos começa no salmo nove que foi dividido na tradução latina.

   Nenhuma outra obra da literatura mundial encontra-se nos Salmos expressões tão delicadas, tão profundas e ao mesmo tempo tão vigorosas para manifestar a sede de Deus. “A minha alma qual terra árida, volta-se pata Ti”. O salmista sente que sua alma é semelhante a terra ressequida que espera pela chuva, e no fundo de sua alma exausta invoca a graça de Deus.

O saltério era destinado a tornar-se o livro de orações e documento da vida de todos os  em todos os tempos. Refletem o estado espiritual de homens individuais em circunstancias determinadas; Faz-se necessário ater-se a dados psicológicos na composição dos mesmos. Outro sim se toma necessário verificar o caráter implícito na formulação dos mesmos (psicológico – espiritual – social etc.), que invoca a vingança divina sobre certos inimigos pessoais.

Muitas das vezes ficamos a nos perguntar: é possível Deus atender a oração para um opressor, um inimigo, um pedido de perdão? Seria mais lógica todos sem exceção, viver a lei do amor, doação, comunhão, etc. principalmente quando os mais fracos se defrontam com a chaga do poderio dos latifundiários e ricos opressores, que manipulavam todo sistema social da época em certas províncias da Palestina (parábola do mal vinhateiro). Muitas das vezes acontecia: ricos emprestavam para os pobres, para depois seqüestravam sua casa, sua lavoura, sua terra, tinham que trabalhar uma noite de graça vendiam seus produtos ao pobre com um preço muito elevado verdadeiro crimes contra a pessoa eram cometidos. Com tudo, os mais pobres colocavam sua confiança no Deus único. Logo, tentavam de varias maneiras prorromper do coração do homem inocente reduzido tamanha desgraça aqueles que viviam no sofrimento e na dor.

Contudo, o homem da palestina colocava sua fé e esperança em Deus a quem depositavam sua confiança e tratavam de igual para igual, queixavam-se de tudo, era como filho que reclama da mãe a falta de apoio. Invocavam seu Deus para que punisse os maus feitores. O conteúdo de muitos salmos nos recorda um profundo pedido contra as injustiças e indiferenças.

Podemos notar que: os profetas sempre se dirigem ao povo, o salmista se dirige a Deus.

Conteúdo dos salmos contém intenções de desafogo de palavras de pranto, de presença de Deus, de paz, abrandam tempestades, acendem um raio de luz, de esperança, de bondade divina. É como se o povo quisesse avisar Deus dos acontecimentos na terra, e fazem isto através de uma prece. Logo, encontramos alguns salmos que denotam um drama interior (miserere 50).

Grande parte dos salmos é atribuída a Davi que é um homem de sincera piedade religiosa.

SI. 50 (51) é uma das mais graciosas pérolas que denota uma sensibilidade em relação ao povo que está sendo aniquilado e esmagado. Reconhece que desde as entranhas maternas tenha pecado, e busca um coração puro, um remédio renovado, porque constantemente é corrompido pelo sistema que constantemente vive as tragédias humanas.

SI 22 (23) é bem diferente. É o salmo do Bom Pastor, salmista sente-se como ovelha de Deus o leva a apascentar-se nos prados verdejantes, regados por águas tranqüilas e em todos os momentos de sua vida (leia). Aqui na terra tem um único desejo: morar longamente no de Deus. Tem uma alusão ao Evangelho (leia – Jo 10).

SI 150 é um dos mais belos escritos existentes que invoca o Louvor a Deus (leia).

Denota os traços leves e uma espiritualidade que eleva-nos a buscar a transcendência de Criador.

Os salmos em seu conjunto surgem como um conjunto de figuras entrando em uma galeria de Pinturas onde cada um encontra um sentido e explicação para si mesmo (quem espera desesperada – quem agradece – quem invoca o auxilio – quem pede o perdão – quem busca paz – procura esperança – quem está cheio de indignação – etc.)

 

 

                                   4 – SALMOS DE SÚPLICAS.

4.1 – salmos de súplica individual; tem sua associação nos salmos de confiança, formam uma classe a parte, neles predominam a confiança em Deus. E um grito lançado a Deus, junto com uma pergunta que o interroga com paixão: “Há”! Senhor, por quê? (Js 7,7s; 15.18; 6,113).

 

4 – 1.1 –Suplica coletiva – “às vezes esta súplica é algo como; banal; “uma guerra, uma batalha, uma epidemia, uma seca prolongada, uma má colheita, uma invasão de gafanhotos etc.”“.

 

4 – 1.2 – Perigo Iminente de morte –  Nada temia tanto o israelita como a morte prematura, o ideal era viver uma vida longa (102,25; 91,15s). A morte prematura era considerada como um castigo (55,2 ). Tinha um impreciso e incompleto conhecimento da vida após-morte. O Xeol, mansão dos morto , situava-se debaixo da terra (22,29; 69, 15s). Concebiam um lugar de silêncio (115,17) de escuridão e esquecimento (88,12) ali os mortos levavam uma vida fantasmagórica em uma existência melancólica, desprovida de tudo o que tornava a vida desejável na companhia de Deus (88,5).

 

4 – 1.2 – Doença – Os salmos nos deram uma excelente nação da mentalidade do homem no que diz respeito. Se à doença. Se for Deus que nos deu Ele deve curá-la (38,3; 69,27; 102,11; is 38,12; 29,3).

A oração levava a afastar uma moléstia (Is 38,14). Aqui nos deparamos com: os amigos e parentes; os ímpios e blasfemos; antigos amigos se aproveitam das situações de desespero.

 

4-1.3 – Calúnia – Este tipo de litígio era comum em Israel, principalmente entre os ricos e pobres esses dominantes. A legislação em Israel tinha uma preocupação em tomar providência contra os falsos testemunhos. Contudo antes de um julgamento as partes eram ouvidas. Na falta de testemunho, um homem podia fazer um juramento. As falsas testemunhas eram tratadas como caçadores (7,16; 35,7; 64,6); salteadores (17,9-12; 56.7); leões (97,3; 17,12; 57,5); cães (59,1 ); cobras (58,5s). Para os israelitas Yahweh era um Deus vivo e pessoal, nunca um motor imóvel, distanciado do homem e da criação.

 

4 – 1.4 – Salmos de ação de graças – este salmo tem a mesma estrutura que as súplicas, mas são as preces de toda a nação. Dá-se estaque a Aliança e às divinas intervenções no passado. Forma os SITZ IN LEBEN destes salmos. Eram decretados por situações de calamidades nacionais como guerra, derrota em uma batalha, seca, colheita escassa, peste, invasão de gafanhotos.

Encontramos também as súplicas dos chefes: Moisés Dt 9,25-29; Josué Js. 7,7-9; Josefa II Cr 20,6- 2; Esdras Esd. 9,6-15; Ne. 11,5-11.

 

4 – 1.5 – Sitz in leben como resto do saltério, estes salmos têm o seu lugar no culto de Israel, mas o que de particular interesse é que a maioria dos salmos de ação de graças veio ter sua existência precisamente como liturgia. Dão-nos uma conotação única e prova da existência em Israel de uma cerimônia litúrgica de ação de graças. O salmo 1.19 preservou uma notável descrição de uma liturgia de ação de graças. O salmo 101 distingue quatro grupos; y antes (w 49); prisioneiros (w 10-16); os _doentes (w 17-22);

marinheiros (w 23-32).

 

4 – 1.6 – ouve minha prece, meu grito chegue… (102,2s. Salva! (6,5);

Ouve (54,4; 49,5 etc.); Castiga (5.11); “cantarei a lave pelo bem que Ele me fez (13,6)

 

4 – 1.7 –  são hinos de gratidão por favores concedidos a israelitas individualmente (65 e 67) que agradece a Deus um ano de fartura

 

4 – 1.8 – Tem suas raízes nos primórdios da história de Israel. O cântico de Miriam

(Ex. 15,21), que é uma fonte anterior ao cântico de Moisés (Ex 15, 1-18) denota uma celebração espontânea do poder salvífica de Deus, manifestado na travessia do Mar Vermelho. Elcana ia todos os anos a Silo oferecer sacrifício a adorar o Senhor dos exércitos (I Sm [I, 3). Amós ao condenar a hipocrisia religiosa, menciona desdenhosamente o “ruído de seus cantos… e o som de suas harpas” (Am 5.23) == (136; 118; 2-4; 135,19s). Salmo 150 nos dá a impressão de um regente de orquestra convidando instrumentos por instrumentos a juntar-se aos outros a participação ativa do povo assumiu a forma de um bater ritmado de mãos <S1 47,2; 98,8) gritos de exclamação dealegria (I Es I, 9s;” Cr 23,11-13; 29,30), o aleluia “louvor a lahweh”; o Amém. Gestos de levantara as mãos 2.8,2; 77,1; 134,2; 141,2; inclinação profunda 95,6; 96,9; ajoelhar-se 95,6; prostração 5,8;

95,6 e outros 11 Cr 6,12-7,3; 29,28ss.; I Mc 4,54-59

 

4 – 1.9 – não se trata de nenhuma nova forma literária; são hinos, salmos de ação de graças, súplicas, lugar que o rei ocupa neles lhes confere um caráter.

 

Especial. Rei de Israel tinha uma predileção ma religião de Israel era o instrumento do plano divino , era um porta voz do povo perante Deus. Estes Salmos são poemas antigos que datam da era monárquica e refletem a linguagem e a cerimônia da corte.

 

4 -1.10 – Salmo de Sião – Quando Davi transporta de Jerusalém para Sião a Arca, constituiu ali sua capital espiritual um santuário religioso. Sião tomou-se o centro religioso do reino, o lugar que Yahweh escolhera (SI 78, s; 68, 17). Mais tarde assumiu natureza de um dogma (Jr. 7,4-7). Sião se tomou o centro das esperanças messiânicas (Is 60; 66; Zc. 8). O templo ali construído tinha como atmosfera olhar para futuro (nova Jerusalém a capital espiritual de todos os homens).

Estes salmos são manifestados com mais eficácia nos lábios dos porque neste período a Lei prescrevia três peregrinações anuais: Páscoa – Pentecostes – Tabernáculo = onde todos os homens adultos eram obrigados a participar (Ex 23,17; 34,23; Dt 16.16).

O salmo 24 foi composto na ocasião da solene transladação da Arca quando foi levada de Jerusalém O Salmo 54 exalta o Templo como morada de Yahweh e o centro do culto

 

4 – 1.11 – Salmos da realeza de Yahweh – A concepção israelita de Deus como Rei de Israel surge bem cedo na História Sagrada Ex 15,18 Nm 213,21; 01. 33,5; Jz 8,22 etc. Esse Deus foi entronizado no meio dos israelitas, na Arca da Aliança, foi assentado entre os querubins (SI 18,11; 80,2; 99,1 Dn. 3,55; I Rs 19,15). {leia Ex 25,221}.

 

5 – Outros grupos.

5.1 – Salmos Sapienciais – o maior número dos salmos sapiências representam a ensino tradicional, e assim não enfrentam realmente o problema da retribuição. Sublinha o verdadeiro bem dos justos; a posse de Deus e sua aprovação (37; 49; 73).

 

5 .2 – Salmos é uma liturgia de cinco observância – encontramos cinco com este formato especial (81; 95; 78; 105; 106) vem acompanhado de um convite à observância dos estatuto (81,5s; 78,5s; 105,8 10). Uma admoestação sobre a fidelidade (81,9-113; 95.8..11; 78; 106); uma promessa (81.14 -17); comemoração dos acontecimentos (Êxodo) (81,7s; 105) Na prática isto se verifica nas grandes celebrações.

 

5.3 – Várias orações –  o SL121 é uma amorosa proteção de Deus; o SI 123, é a humilde expectativa da misericórdia. O SI 133 reflete a primeira relação harmoniosa dos que retomaram do cativeiro.

 

6 – Aspectos doutrinais dos Salmos.

 

A ação de graças no Antigo Testamento nunca é meramente gratidão por favores passados; olha sempre para o futuro e para uma graça maior. A ação de graças Cântico de Ana (I Sm 2,1-10)? a oração de Jonas (Jn. 2,2) O Benedictus (Lc 1,68-79) e o Magnificat (Lc 1,46-55) são influenciados pêlos hinos e cânticos do passado. Todo homem que experimenta a bondade de Deus torna-se testemunho desta bondade.

 

O domínio de Deus sobre o homem visa a elevar o homem à comunhão com Deus. Na leitura sapiencial o Reino de Deus era apresentado como o fruto e a realização progressiva do plano da sabedoria divina. Todavia, o homem religioso estava entrelaçado em sua realidade interior.

 

“Necessário se faz estudar a linguagem simbólica dos salmistas, sua estrutura literária as estrofes, os refrões; articidade de suas composições; conteúdo dos versos; o material sonoro; seus títulos; a cronologia e autores;” composição descaímos; geografia e sua historicidade; gênero literário etc. A diferença na numeração dos salmos começa no salmo 9 que foi dividido na tradução latina (9 e 10 e os 114 e 115 foram unidos, mas o 116 e 147 foram divididos conforme página 12).

Nenhuma outra obra da literatura mundial encontra-se nos Salmos expressões são delicadas, tão profundas e ao mesmo tempo, tão Vigorosas para manifestar a sede de Deus. “A minha alma qual terra árida, volta-se para Ti”. O salmista sente que sua alma é semelhante à terra ressequida que espera pela chuva, e no fundo de sua alma exalta invoca a graça de Deus.

 

O saltério era destinado a tornar-se o livro de orações e documento convida de todos os homens em todos os tempos refletem o estado espiritual de homens. individuais em circunstâncias determinadas. Faz-se necessário ater-se a dados psicológicos na composição dos mesmos. Outro sim, se torna necessário verificar o caráter implícito na formulação dos mesmos (psi lógico – espiritual – social – político e econômico etc.), que invoca a vingança divina sobre certo inimigos pessoais.

Muitas das vezes ficamos a nos perguntar: é possível: Deus atender a oração para um opressor, um inimigo, um pedido de perdão? Seria mais lógica todos sem exceção, viver a lei do amor, doação, comunhão, etc. principalmente quando o; s mais fracos se defrontam com a chaga do poderio dos latifundiários e ricos opressores, que manipulavam todo sistema social da época em certas províncias da Palestina parábola do mal vinhateiro = temos 47 citações. (11 Cr 26,10, Jr.5 .16; Joe11,11; Mt21. 2-3ss.; Mc 12ss; lcL9.9ss).

Muitas das vezes acontecia: ricos emprestavam para os pobres, para depois seqüestravam sua casa, sua lavoura, sua terra, tinham que trabalhar uma noite de graça, para pode vender seus produtos ao pobre com um preço muito elevado verdadeiro crimes contra a pessoa eram cometidos. Com tudo, os mais pobres colocavam sua confiança no Deus único.

 

Tentavam de várias maneiras prorromper do coração do homem inocente reduzidos tamanha desgraça aqueles que viviam no sofrimento, na dependência e na dor.

Contudo, o homem da Palestina colocava sua fé e esperança em Deus a quem depositavam sua confiança e tratavam de igual para igual, queixavam-se de tudo, era como filho que reclama da mãe falta de apoio. Invocavam seu Deus para que punisse os maus feitores. O conteúdo de muito salmos nos recorda um profundo pedido contra as injustiças e indiferenças podemos notar que: os profetas sempre se dirigem ao povo: o salmista se dirige a Deus.

O conteúdo dos Salmos contém intenções de desafogo de palavras de pranto, de presença de Deus, de paz, abrandam tempestades, acendem um raio de luz, de esperança, de bondade divina. É como se o povo quisesse avisar Deus dos acontecimentos na terra, e fazem isto através de uma prece. Outro sim, encontramos alguns salmos que denotam um drama interior (miserer 50). Grande parte dos Salmos é atribuída a Davi que é um homem de sincera piedade religiosa.

O SI. 50 (51) é uma das mais graciosas pérolas que denota uma sensibilidade em relação ao Povo que está sendo aniquilado e esmagado. Reconhece que desde as entranhas (ls4 9,11.115) maternas tenha pecado, e podemos ver também os Salmos como uma ontologia se possível com uma face de poemas religiosos. Um devocionário para nutrir a piedade judia. Estes abarcam uma série de orações e meditações para abrandar a alma dos judeus em situações nacionais e individuais.

Surgiram ao longo dos acontecimentos, especialmente diante dos sofrimentos do povo em tempo de calamidades e graves problemas de consciência de um povo que se deixavam levar por situações ambientais.

É notável a ânsia e busca da “justiça” que invade todo o saltério e a bíblia; em geral. Os malados para o salmista deveriam ser sempre exterminados e os justos possuírem a terra e hábitos.

Salmos refletem a alma judia (coletivamente e individualmente), que haviam passado por tantos avanços e retrocessos na história da humanidade, cujos impactos se transformaram em orações ao Deus da vida.

O título do livro está em hebreu (tehillim = alabanzas) SI. 78,4 etc. são as Hosanas de Deus a favor dos oprimidos que buscam a libertação ao longo da história de .Israel dentro do plano salvífica (106,48).

A forma do livro foi copilada como hinos cantados com acompanhamento de instrumento de cordas e melodias musicais para uso Litúrgico e no uso do serviço ao templo.

Os salmos contêm uma variedade de gêneros literários de tipo sapiencial, didático que mostram a excelência da Lei mosaica (19,7-4; 119; 1; 112. Os autores mencionam os títulos a Moisés, Davi, Salomão, Hinos de Core, Asaf, Hermon, Etân.

 

7 – FORMAS E FORMAS EXTERNAS.

 

O saltério está dividido em 5 livros, cada um termina como um doxologia final. Denotam a História de Israel, que revelou Javé ao longo dos acontecimentos. Os salmos são produtos da história do homem que buscou sentido para a vida para caracterizar-se como filho de Deus.

Assim sendo, busca experimentar a experiência da ação de Deus no meio dos homens procurando sair da dramaticidade e opressão buscando a realização e a construção de uma nova família, tendo Deus como único Pai.

 

FATOS.

 

A História de Israel é uma história de acontecimentos externos, principalmente depois da  do Egito, e que passa a encarar o deserto e trabalhar para conquistar uma nova identidade (Canaã). O rei Davi busca uma conotação nos poemas espirituais mediante as angustias do povo; Salomão a construção de um magnífico Templo; cisma das dez tribos; desaparecimento reino do norte pelos assírios; reino do sul se tomou tributário dos assírios; destruição do Templo por Nabucodonosor; desaparecimento da esperança; volta da dinastia como eterno; cativeiro babilônico; enfim uma serie de fatos acontecimentos tortuosos, onde Deus parecia não dar atenção às desgraças do povo andante.

Povo judeu não, será mais um país, torna-se uma simples colônia, primeiro dos persas depois dos gregos. Procuram a volta (400-200) como um passo importante. Durante este período a história dos judeus é praticamente um vazio total. Vem à perseguição, de Antíoco Epifanes (168), a insurreição dos macabeus; domínio romano (4 AC). (SI. 7.9).

Notamos que ao longo da história a alma judia é essencialmente atormentada. Surge o ato de fé e desesperanças ao enfrentamento do vendaval que as conduzam a percorrer e criar a história dentro, da história coma projeta da criação, da Povo de Deus.

É atribuída a Davi grande parte número de salmos. A organização do culto na templo, com cantores s tem uma conotação especial a Davi (alguns estudiosos chegam a dizer que as salmos não, foram escritos par Davi) (9,35), devida ao estilo e composição religiosa que são, muita diferentes da seu tempo, alusões, linguagem, a atribuição a Davi obedece ao desejo de prestigiar a instituição dando-lhes um autor venerado do passado, do mesmo modo que a sistema legal (lei) foi atribuído a Moises; segunda e a terceira parte da profeta Isaías.

O saltério é um conjunto de pensamentos que liga a fé ao culto representando judaísmo pós-exílio. (salmos reais 2;18; 20; 21; 45; 72; 101; 132; 144)

 Vários escritores têm a opinião de que os salmos foram compilados no tempo de Jeremias e Ezequiel. Neste período, segundo os autores o judaísmo estava convencido de que a salvação do individuo passava pela comunidade. Assim as numerosas denúncias contra a inimiga eram entendidas como ataques às nações inimigas e estrangeiras e contra as judeus malvados.

 

A classificação dos salmos é caracterizada por seu conteúdo e forma: hinos de lamentações; salmos reais; ação de graças; individuais; devocionário; litúrgicos; históricos; messiânicos.

 

8  - OS SALMOS PEDEM SER DIVIDIDO EM DOIS GRANDES GRUPOS:

 

a) os que descrevem primeiramente a caráter e a atividade da realidade

b) os que apresentam as emoções religiosas que congregam a crente a uma linha de reflexão (quantos os salmos refletem uma religião, pessoal devem ser vistos à parte).

 É muita importante verificar a tipologia dos salmos em seu conjunta, e as expressões de religiosidade de um povo que se converte num ideal de justiça mediante a um incessante esforço e da ajuda da bondade de Deus que se dá a conhecer a sua vontade, sua lei e escuta as orações das crentes.

As pessoas piedosas se dividiam entre os justos (crentes) quanto à natureza da ação, de Deus para com a homem. Os malvados (descrentes) negavam a piedade e a retribuição divina.

O saltério é a livro dos piedosos, (justas) e dos malvados (injustos) cuja voz se escuta em Jô, Provérbios, Eclesiastes, ande encontramos as denuncias das maldades que aniquilam o homem em seu interior, desviando-se de contemplar e viver a glória do céu (73,26).

Para a homem que tem fé infantil era muita chocante experimentar as tribulações mais sérias (uma grave enfermidade) as futilidades da má fé lhes levavam a se questionarem: ande está meus? Deus não, existe! (42,11).

 A maior parte das lamentações contém orações e pedidos. Muitos dos pedidos são contra malvados e inimigos (inclui SI. 23 s) magnífico salmo, da criação, (104,35).

Há de ter em conta que as salmistas são profetas da denuncia. Quando os profetas haviam desaparecido. Estava em jogo à honra da justiça de Deus e dos princípios da restauração, do povo predileto, que buscavam a santidade e a veracidade divina mediante ao, fracassa da fé e na contemplação perante juíza divina (1).

 

                        O HOMEM RESPONDE FALANDO.

 

O homem sempre procurou estar em profunda sintonia com o criador. Percebemos sempre a ação e reação de Deus na meio das homens, que fala aos mesmos. Estes devem responder na prática do culto, e orações. Na AT tudo é dialogo entre o TU (Deus) / EU (homem) na realização, e plenificação da benção da parte de Deus, e louvar da parte do homem e resposta aos benefícios divinos.

Em Lc. 1-2, nos deparamos com um profundo dialogo entre Deus e o homem que é

escolhido para executar o plano salvífica da redentor.

 

                                      CLAMOR A DEUS.

 

Termo ORAÇÃO e da época depois do exílio. Termo reproduz situações imediatas de atitudes especificas quando alguém clama a Deus louvando, lamentando, suplicando, agradecer pedir etc. os salmos de louvor de lamentação são de gêneros deferentes (um do outro), na oração pode coexistir ação de graças e pedidos.

 

                        GÊNERO LITERÁRIO DOS SALMOS.

A prece estruturada dos salmos em nenhum momento perdeu contacto com a oração espontânea nascida diretamente da vida. Os salmos de louvor e de lamentações representam reações elementares que mais agita o. homem (alegria e dor = dois pólos opostos) os quais flutua a existência humana. Encontramos termos como “nós te agradecemos por que…” “nós te suplicamos que…”

 a) agradecimento é uma forma de louvar.

 b) queixa é sempre uma seqüela de adversidade.

 c) no SL. 24; 103 o louvor é acoplado a ação litúrgica.

d) salmos de louvor e de lamentação podem ter o mesmo motivo (23; 123).

e) salmos de transitoriedade de tudo (39; 49; 109).

f) confissão de inocente (139).

g) salmo 148 convoca todos os seres do criador, no céu; e na terra, a louvação do criador.

Quanto mais profundamente penetramos nos escritos vetero-testamentária, mais claramente percebemos a voz alta do louvor a Deus. Todo louvor ao criador só tem sentido quando está acoplado ao viver (Is. 38,19). Para o israelita o louvor era uma reação natural às manifestações das intervenções misericordiosa de Deus (66,20).

Salmo de louvor encontra-se em dois grupos denominados habitualmente em HINOS louvor a Deus (têm uma composição bastante uniforme. Começa com uma exortação ao louvor a Deus  mais descritivo; os SALMOS reportam-se (descritivo) a uma experiência imediata passada.

 

                                        SALMOS NOTIFICANTES.

 

Habitualmente empregado ao se falar sobre Deus (118.15.16 e 124) brotam do coração aliviado depois dos perigos da morte (ver pág. 137, de que livro) (SL. 124, 4.1, 30; 11b;3.4.8.).

Este tipo de salmo é habitualmente empregado ao se falar sobre Deus (124,6-7).

 

                                       SALMOS DESCRITIVOS.

Deus é elogiado pela plenitude de sua obra seu ser divino que não só liberta o homem, mas também o abençoa (30,6a; 11,6,5; 40,6) .

Este textos encontram também em Jô e no deutero-lsaías. Louvar os salmos não é aditivo, mas explicativo, todas as enunciações no tocante a Deus giram em torno de uma idéia central (113,58) sustenta majestade divina (33,6a) exaltam Deus como criador como senhor da história (113,6). O meio ambiente destes salmos é o culto divino e a assembléia congregada no santuário. As palavras brotam da experiência pessoal (113,56).

 

Salmos de confiança 2; 26; 102; 130.

Salmos de ensinamento e sabedoria 1; 3; 36; 118.

Salmos de meditação 8; 9; 11; 35; 38; 48

Salmos de louvor 7; 18; 28; 46; 92; 96; 97; 145.

Salmos reais e messiânicos 2; 18; 19; 20;

Salmos de lamentação e orações intensas 24; 31; 32; 43.

Salmos de ação de graças 33; 65; 102; 135.

 

8 – SALMOS FORA DO LIVRO DOS SALMOS.

O Livro dos Salmos é uma amostra de como se rezava naquele tempo. Ele não tem nem pretende ter o monopólio da oração. Pelo contrário, quer provocar a criatividade do povo e desapertá-lo para fazer novas orações, novos salmos.

A lista que segue mostra que Livro dos Salmos atingiu o seu objetivo. Conseguiu desobstruir fonte da oração e suscitar a criatividade do povo. Só uma parte dos salmos da Bíblia está o Livro dos Salmos. A outra parte está espalhada por todos os livros da Bíblia, desde Gênesis até o Apocalipse.

A lista que segue é apenas por amostragem. Nem sequer foram pesquisados todos os livros. Muitas vezes nem foi possível saber se trata de uma prece ou de uma reflexão. Por exemplo, os capítulos 9-19 do livro da Sabedoria e os capítulos 40-66 do livro de Isaías são uma longa prece meditativa. O mesmo pode ser dito de muitas partes dos livros proféticos. Há muitos diálogos entre Deus e as pessoas e muitas pequenas invocações dirigidas a Deus que não foram incluí as. E possível ainda que alguns textos citados nesta lista não sejam preces, e que outros deveriam ter sido citados como prece. Pouco importa. O que importa é perceber como a oração está esparramada na história e na vida do povo de Israel a tal ponto que nem sempre é possível discernir entre vida e oração. Os dois aparecem como uma grande unidade inseparável.

 

LEIA COM ANTENÇÃO.

 

I. Gn 27.27-29: Bênção de Isaque para Jacó

2. Gn 48,15- 1 6: Bênção de Jacó para José e seus dois filhos.

3. Gn 49,1-27: Bênção de Jacó para selas doze filhos.

4. Ex 15,1-18: Cântico de Moisés após; a travessia do mar.

5. Ex 15,21: Canto de vitória de Miriam após a travessia do Mar Vermelho.

6. Ex 20,1-17: Os Dez Mandamentos: oração diária do povo

7. Ex 34,6-7: Solene invocação do nome de Javé por Moisés.

8. Nm 6,24-26: Fórmula da bênção de Deus para o povo

9. Nm 21,27-30: Antigo canto de vitória sobre o rei Seon

10. Df. 6,4-9: “Ouve Israel!”: oração diária do bom israelita

1 l Df 21,7-8: Pedido de perdão pelo sangue derramado

12. Dt 26,5- 9:A mais antiga Profissão de fé do A T

13. Dt 27,14-26: Maldição para os que transgridem a Lei da Vida

14. Dt 28,3-14: Bênção de vida para os que observam a Lei

15. Dt 32,1-43: Cântico de Moisés que exalta o poder de Deus

16. Dt 33.2-29: Última bênção de Moisés sobre o povo de Israel

1 7. Jz 5.1-31 : Canto da vitória de Débora sobre o rei Sísara

18. Jz9.7-15: Cântico que ridiculariza a realeza de Abimelek

19. Rt 1,16-17: Compromisso de til e de adesão ao povo de Deus

20. Rt 4.14-15: A prece das mulheres fie Belém por Ruthe

21. I Sm 2,1-10: Cântico de gratidão de Anã, mãe de Samuel

22. I Sm 15.22-23: Samuel rejeita Saul em nome da obediência.

23. II Sm 1,19-27: Lamentação de Davi sobre a morte de Saul

24. 11 Sm 7,18-29: Oração de Davi ap às receber c promessa de Natã

25. 11 Sm 22, l-51: Salmo de Davi: ação de graças e de confiança.

26. II Sm 23.1-7: As últimas palavras de Davi em prece e canto

27. I Rs 3,6-9: Salomão pede para poder governar bem o povo

28. I Rs 8.23-61: Oração de Salomão na inauguração do Templo

29. I Cr 16,8-36: Convite ao louvor na transladação da Arca

30. I Cr 17,16-27: Oração de Davi após receber a promessa de Natã

31. I Cr 29,10-19: Ação de graças de Davi pelo futuro Templo

32. 11 Cr 6,14-42: Oração de Salomão na inauguração do Templo

33. Ne 9,5-37: Neemias invoca a misericórdia que perdoa

34. Tb. 3,2-6: Lamento de Tobit, depois que ficou cego.

35. Tb 3,11-15: Lamento de Sara depois que foi insultada

36. Tb 8,5-8: Sara e Tobias, oram na primeira noite que viveram juntos.

 

37. Tb 8,15-1 7: Louvor de Raquel pela vida de Sara e Tobias

38. Tb 11,14- 15: Curado, podendo ‘ler Tobias, Tobit louva a Deus.

39. Tb 13,1-17: Canto de Tobit em ação de graças por Rafael

40. Jt9,1-14: Judite pede força para poder salvar o povo.

41. Jt. 10,8: Bênção dos anciãos para Judite na sua missão

42. Jt 13,18-20: Aclamação a Deus pela vitória de Judite

43; Jt 15,9-10: Bênção dos anciãos sobre Judite

44. Jt 16,1-17: Canto de louvor de Judite pela vitória

45. Est 4,17a-17i: Oração de Mardoqueu pelo povo ameaçado

46. Est 4,1 71-1 7z: Oração de Ester pelo povo ameaçado de morte

47. 1 Mc 3,3-9: Elogio pelas façanhas de Judas Macabeus

48. I Mc 14,4-15: Elogio pelas coisas que Simão realizou

48. Jô 25,1 026,14: Hino à onipotência divirta.

49. Jô 36,22-37,24: Hino de Eliú à Sabedoria onipotente

50. Jô 42,2-6: A chave de ouro: Jô responde a Deus

51. Sb. 9,1- 18: Oração para obter a sabedoria no governo

52. Sb 11 ,4-20: Louvor ao Criador pela sabedoria do Êxodo

53. Sb 9,1 a 19,22: Leitura orante da história.

54. Eclo 36, 1-1 7: Oração pela libertação e restauração do povo

55. Eclo. 51, 1- 12: Ação de graças pela libertação obtida

56. Is 5,1-7: O Cântico da vinha.

57. Is 6,3: Aclamação: Santo! Santo! Santo!

58. Is 9,1-6: Cântico da Libertação: das trevas para a luz!

59. Is 11, 1-9: “Da cepa brotou a rama” Cântico de esperança

60. Is 12,1-6: Salmo de louvor e ação de graças.

61. Is 25,1-5: “Ação de graças: Javé, refúgio do fraco .”.

62. Is 26,7-19: Salmo que canta as maravilhas de Javé.

63. Is 35,1-10: Canto de alegria pelo novo Êxodo que virá

64. Is 38,10-20: Prece do rei Ezequias para não morrer logo.

65. Is 40,1-40: Anúncio de consolo e libertação para o povo

66. Is 42,1-9: Primeiro Canto: o servo de Javé é chamado

67. Is 42,10-13: “Cântico Novo”: vai começar nova vitória

68. Is 49,1-7: Segundo Canto: o servo descobre o chamado

69. Is 49,8-17: Canto de alegria pela volta .

70. Is 50,4-9: Terceiro Canto: o servo – executa a missão

71. Is 52,7-12: Anúncio da Boa Nova de Paz sobre as Montanhas

72. Is 52,13-53,12: Quarto Canto: o Servo morre e obtém a vitória

73. Is 54,1-10: Canto pelas núpcias de Jerusalém com Javé

74. Is 55,1-13: Convite a todos paira.sempre buscar a Javé

75. Is 57,1 4-21 : Poema sobre Javé que cuida dos pobres

76. Is 59,1-20: Salmo de penitência diante da demora de Deus

77. Is 61,10-11: Ação de graças a Javé que fez nascer à justiça

78. Is63,7-64,11: Meditação sobre a história de Israel

79. Jr.10,23-24: Jeremias entrega seu destino nas mãos de Deus

80. Jr. 12,1-2: Jeremias discute com Deus sobre o justiça

81. Jr. 14,7-9: Jeremias cobra de Deus o compromisso assumido

82. Jr. 15,11-18: Desabafo de Jeremias a Deus pelo sofrimento

83. Jr. 17,7-8: A meditação que entrou no saltério (SI 1)

 

 

84. Jr.17,12-18:. Jeremias expressa sua confiança e pede ajuda

85. Jr. 18,19-23: Jeremias pede vingança contra os inimigos

86. Jr. 20,7-18: Jeremias medita sobre a vocação recebida

87. Lm 1,1-22: Primeira Lamentação sobre a desgraça do povo

88. Lm 2,1-22: Segunda Lamentação sobre a desgraça do povo

89. Lm 3,1-66: Terceira Lamentação sobre a desgraça do povo

90. Lm 4,1-22: Quarta Lamentação sobre a desgraça do povo

9l. Lm.5,1-22: Quinta Lamentação sobre a desgraça do povo

92. Ez 19,1-14: Lamentação sobre os príncipes de Israel

93. Dn. 3,24-45: Cântico de Azarias no meio das chamas

94. Dn 3,51-90: Cântico dos três jovens na fornalha ardente

95. Os 14,2-10: Convite de Oséias ao povo para converter-se

96. JI1,2-20: Liturgia de lamento e de súplica

97. Mq 7,14-20: Pedido de ajuda e apelo ao perdão

98. Hb3,1-19: Oração de Habacuc em tom de lamento e súplica

99. Sf. 2,1-3: Apelo ao povo a procurar a justiça e pobreza

100. Jn. 2,3-10: Oração de Jonas na barriga do peixe

10l. Mt 5,3-10: As oito Bem-aventuranças do Reino

102. Mt 6,9-13: A oração do “Pai-Nosso” na versão de Mateus

103. Mt 11,25-27: Jesus reza: “Pai, eu te agradeço…”

104. Mt 27,46: Jesus reza na Cruz: “Meu Deus! Meu Deus!”

105. Lc 1,46-55: Cântico de Maria na visita a Isabel

106. Lc 1,68-79: Cântico de Zacarias na circuncisão do filho

107. Lc 2,14: Cântico dos Anjos no nascimento de Jesus

108 Lc 2,29-32: Cântico de Simeão na apresentação no Templo

109. Lc 11,2-4: A oração do “Pai-Nosso” na versão de Lucas

110. Lc 17,12: O grito de ajuda dos dez leprosos na Samaria

11l. Lc 18,38: grito de ajuda do cego de Jericó

112. Lc 22,42: oração de Jesus no Horto das Oliveiras

113. Lc 23,34: Jesus pede ao Pai para perdoar seus carrascos

114. Lc 23,42: O pedido de ajuda de Bom Ladrão na cruz

115. Lc 23,46: Jesus reza na hora da sua morte: “Em tuas mãos…”

116. Jo 1, 1-14: Prólogo: “No princípio era o verbo…”

117. Jo 11 ,41-42: Jesus reza ao Pai no túmulo de Lázaro

118. Jo 17,1-26: Última oração de Jesus antes de ser preso.

119. At.1.24-25: Oração dos apóstolos na escolha de Matias

120. At. 4,24-30: Oração dos cristãos na hora da perseguição

121. Rm 11 ,33-36: Louvor à Sabedoria divina que ultrapassa tudo

122. Rm 16,25-27: Uma profissão de fé em forma de aclamação

123. I Cor 13,1-13: Hino ao Amor que deve marcar nossa vida

124. 11 Cor 1,3-7: Paulo dá graças a Deus por Jesus

125. Ef 1,3-14: Hino a Jesus Cristo: o pl.mo divino da salvação

126. FI 2,6-11 : Hino a Jesus Cristo: humilhou-se e foi exaltado

127. CI1,15-20: Hino a Jesus Cristo: primogênito das criaturas

128. I Tm 3,16: Breve resumo da fé em forma’ de prece

129. II Tm 2, 8,II-13: Breve resumo do compromisso que a fé pede

130. I Pd 2,21-25: Breve resumo da vida dia Jesus como exemplo

13l. Ap 1,4-6: Invocação da bênção da Santíssima Trindade

132. Ap 4,8: clamarão os 4 Seres: Santo, Santo, Santo.

133. Ap 4,11: Aclamação a Deus no Trono pelos 24 anciãos

134. Ap 5,9-10: Aclamação dos 24 anciãos ao Cordeiro Imolado

135. Ap 6,10: Suplica dos torturá-los: “Até quando, Senhor!”

136. Ap 7,10: Aclamação a Deus pela humanidade inteira

137. Ap 7,12: Aclamação a Deus por todos os seres celestes

138. Ap 11, 15: Aclamação a Deus pelo estabelecimento do Reino

139. Ap11,17-18: Aclamação dos 24 anciãos pela vinda do Reino

140. Ap 12,10-12: Aclamação no céu: Miguel vence o Dragão

141. Ap 15,3-4: O “Cântico Novo” de Moisés pela vitória final

142. Ap 16,5-7: Aclamação à Justiça Divina: as pragas do Egito

143. Ap 18,9-24: Lamento em forma de jogral: queda da Babilônia

144. Ap 19,1-4: Canto de triunfo de grande multidão no céu .

145. Ap 19,5: Convite ao louvor para todos os servos de Deus

146. Ap 19,6-8: louvor a Deus de imensa multidão

147. Ap 21,3-4: Aclamação à nova Jerusalém que desce do céu

148. Ap 21,6-7: A promessa derradeira da vitória definitiva

149. Ap 22,3-5: Aclamação do novo paraíso terrestre

150. Ap 22,17: O Espírito e a Esposa dizem: “Vem!”

 

Esta lista fala por si. Ela traz um aviso: “Quando você estiver lendo a Bíblia, observe bem se por acaso não está lendo um salmo. Pois nela, vida e oração estão misturadas!” Esta lista pode servir como ajuda para quem quiser fazer uma pesquisa em tomo da ora – O na Bíblia. Seguem aqui algumas perguntas para orientar a pesquisa. Atenção: não há resposta para todas as perguntas em todas as preces elencadas:

1. Em você: O que você sentiu ao ler esta prece?

2. Onde e Quando: Elencar o lugar e o tempo em que se rezava.

3. Quem: Verificar quem reza e qual a sua posição.

4. Por que: Elencar os motivos que levavam a rezar.

5. O que: Elencar os principais conteúdos da oração.

6. Como: Verificar a maneira, de ou como, se rezava.

7. A Quem: Descrever os traços do rosto de Deus.

 

9 – JESUS E OS SALMOS.

O ambiente de oração no tempo de Jesus (leia salmo 119,164), ritmo de vida torna-se exigente ao que se refere o fator oração. Muita das vezes se realizava em casa no ambiente familiar (tinha um rito próprio); o redimo semana/era na Sinagoga em ambiente comunitário (todo sábado, havia um esquema fixo Lc 4,16.18); ritmo anual no templo, no ambiente do povo, da nação . (povo fazia grandes romarias para visitar Jerusalém, e visitar Deus em sua casa – Ex 23,1 -17). Os três ritmo estão interligados em um ambiente e oração, em que os salmos eram rezados. Havia uma profundidade muito grande na memória e identidade; animação e participação; mística e criatividade; pobreza e esperança etc.

 

JESUS REZOU E USOU OS SALMOS EM:

Jesus rezou os salmos nos momentos difíceis de Sua vida {leia Lc 23,46′ I SI 31,6 ; Mc 15,341 SI 22,2 Me 14,341 SI 42,5-6 ; Mt 5,51 SI 126,5 ; Mt 5,41 SI 37,11 ; Mt 5,8 I SI 24,3-4 ; Mt 6,4 / SI 39,2-3 ; Mt 7,23 / SI6,9 ; Mt 7,13 / SI 1,6 ; Mt 21,16/ SI 78,35 ; Mt 21,421 SI 118,22 ; M 2,44/110,1.

 

 

 

OS CRISTÃOS REZAM OS SALMOS.

O ideal dos primeiros cristãos era rezar os salmos como Jesus rezou FI. 2,5; At. 4,24-30 atualiza o SI é aplicado em Jesus ressuscitado. Paulo diz que Jesus é a “pedra rejeitada” de que se fala o SI 18 (At. 4,111 SI 118,22

 

Jeito de o povo rezar os salmos (criatividade) I Cr 15,16; 9,33; 11 Cr. 23,13; SI 57; — instrumentos is {trombetas, cítaras, harpa, tambor, instrumento de corda, flauta símbolo – SI 150,3-4, dez cordas – SI. 33,2, aboé SI 46, 1. — participação do povo —- expressão corporal – retrato da vida de cada dia – luar do sertão SI 8,4; saudade da terra SI 42,5, família ao redor da mesa SI 128,3, alegria, tristeza, solidão, abandono, perseguição, exploração, opressão, repressão, desespero, esperança, doença, morte, amor, ódio, casamento, educação, juventude, velhice, calor, frio, luta, festa etc. — ambiente organizado da comunidade; o povo de Deus no…, da cepa brotou …, sabes, senhor… verificar conteúdo de algumas músicas sertanejas

 

ATENÇÃO.

Verificar o conteúdo de algumas músicas sertanejas, como:

1 – João de Barro

2 – Menino da porteira

3 – Colcha de retalhos.

4- Fizemos à última viagem.

5 – Moreninha Linda.

6 – Asa Branca.

7 – Estrada da Vida;

8 – Tristeza do Jeca

9 – Tocando em frente;

10 – As andorinhas;

11 – Ta vendo aquele… moço.

12 – Um pai trata sete filhos, sete filhos não trata de um pai;

13 – Índia;

14 – Rancho fundo;

15 – Sou caipira porá N.S. de Aparecida, ilumina…

16 – Fio de cabelo;

17 – Estradas da vida;

18 – Coloque suas músicas…

 

                       

 

                     Não seria um tipo de lamento popular dos tempos modernos?

ELABORADO POR PADRE MAURY MOREIRA.

 

 

Um comentário

  1. Manormando Mello
    07/09/2011

    Este jeito fácil de esplicar os salmos,foi uma ótima idéis,espero que continuem,o povo brasileiro esta precisando muito de oração,e não ha melhor geito em fazer o povo orar,de que ler os salmos.Que são 150 orações para todos os efeitos.Espero que continuem,porque ele é ótimo.Nando

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